Aos visitantes deste blog,
A corrupção envolvendo os políticos, nossos representantes, é tamanha em nosso País, que seria bom que os veículos de comunicação de nosso País fizessem uma retrospectiva de todos os fatos vindos à tona, pelo menos nos últimos 15 ou 20 anos.
Como forma de aguçar nossa memória, descrevo a seguir alguns fatos:
ESCÂNDALO DAS BICICLETAS:
Que o diga o ex-ministro da Saúde do governo Collor, Alceni Guerra, acusado na época de superfaturamento na compra de bicicletas para o seu ministério. O nível das acusações infundadas teve um efeito cascata e os estragos foram incalculáveis, obrigando o ex-ministro a entregar o cargo, e deixando seqüelas na vida política e pessoal.
Lojas do Pedro
A primeira página do jornal Correio Braziliense, do dia 4 de dezembro de 1991, trazia a seguinte manchete: "Saúde compra 22 mil bicicletas superfaturadas". Com o objetivo de combater uma epidemia de cólera que se alastrava por algumas regiões do país, o ministério abriu uma concorrência pública para suprir os agentes comunitários com equipamentos necessários, incluindo as famosas bicicletas. Três empresas participaram, vencendo as Lojas do Pedro, de Curitiba.
Escândalo da mandioca: Foram precisos 18 anos para o processo criminal relativo ao desvio de 1,5 bilhão de cruzeiros, cerca de R$ 20 milhões, da agência do Banco do Brasil em Floresta, no interior de Pernambuco, chegar ao julgamento dos seus 24 acusados. O fato demonstra a lentidão da Justiça e as brechas da legislação a permitirem a protelação injustificada de um processo, mesmo de grande ressonância na época do cometimento da fraude, conhecida como o ‘‘escândalo da mandioca’’.
Operação Castelhana:
Em dezembro de 2007, a Procuradoria-Geral da República denunciou Juvenil Alves, que também é advogado, por crimes relacionados à Operação Castelhana, que investigou um suposto esquema de 'blindagem patrimonial'.
Juvenil Alves, que chegou a ser preso em 2006 na operação, é investigado em um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) que tramita sob segredo de Justiça.
Na ocasião, o advogado de defesa do deputado, Leonardo Isaac Yarochewsky, negou a existência do esquema. "Existem na legislação formas legais de se pagar menos tributo, dentro de um planejamento tributário. As medidas que o deputado, como advogado, e seu escritório tomaram, foram medidas legais no sentido de preservação lícita do patrimônio de empresários, dentro da forma legal de pagar menos imposto", afirmou.
Operação Navalha: O objetivo, segundo a Polícia Federal, é desmontar uma quadrilha que fraudava licitações de obras públicas. As investigações começaram em novembro do ano passado.
A Justiça Federal expediu 48 mandados de prisão. Foram presas 46 pessoas, entre empresários, prefeitos, um deputado distrital, um ex-governador e um ex-deputado federal.
Corrupção envolvendo os Correiros que culminou com uma CPI, com a maioria dos políticos envolvidos saindo numa boa;
Mensalão:Escândalo do Mensalão ou "Esquema de compra de votos de parlamentares" é o nome dado à maior crise política sofrida pelo governo brasileiro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2005/2006.
O deputado Roberto Jefferson disse que parte do dinheiro do mensalão vinha de empresas estatais, entre elas, Furnas, Eletronuclear, Petrobras, Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) e Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT).
Atos secretos: A edição de atos secretos beneficiou ou obteve a chancela de pelo menos 37 senadores e 24 ex-parlamentares desde 1995. Não há distinção partidária - PT, DEM, PMDB, PSDB, PDT, PSB, PRB, PTB e PR têm representantes na lista. São senadores que aparecem como beneficiários de nomeações em seus gabinetes ou que assinaram atos secretos da Mesa Diretora criando cargos e privilégios. A existência de tantos nomes indica que a prática dos boletins reservados era bem conhecida.
Operação Satiagraha: O Planalto considera que o relatório do delegado Protógenes Queiroz pode ser devastador para o ex-deputado petista Luiz Eduardo Greenhalgh, disse o "Painel" da Folha, editado por Renata Lo Prete [47].
Um "frio na espinha" percorreu o Palácio do Planalto com revelações sobre pessoas ligadas a Dantas e alguns membros de alto escalão do governo federal e do PT. O Congresso Nacional ficou em silêncio e ninguém quer saber de uma investigação séria sobre o assunto. Dantas unificou a oposição e a situação, já que são notórias as suas ligações com parlamentares de ambos os lados. Palavras como "financiamento de campanha", "caixa dois" e "tráfico de influência" são sussurradas com um verdadeiro temor supersticioso.
Operação Vampiro: Ao investigar o esquema montado por lobistas e servidores para fraudar licitações de aquisição de medicamentos no Ministério da Saúde --a chamada Operação Vampiro--, a Polícia Federal descobriu mais evidências da existência de um esquema de cooptação de deputados federais para a base aliada do governo Lula em 2004.
Relatórios da PF mostram que, em fevereiro de 2004, conforme conversas gravadas com autorização judicial, o deputado federal José Janene (PP-PR), ex-líder do partido, teria buscado a ajuda dos lobistas Laerte Correa Jr., Eduardo Pedrosa e Frederico Coelho Neto, conhecido como Lilico e irmão do deputado Luiz Antônio Fleury (PTB-SP), para supostamente atrair ao menos dois deputados à bancada do PP em um prazo de três dias.
Jâder Barbalho: O ex-senador Jader Barbalho (PMDB-PA) foi preso na manhã de hoje em Belém pela Polícia Federal. Ontem, a Justiça Federal de Tocantins havia expedido um mandado de prisão provisória de um grupo de pessoas envolvidas no escândalo da extinta Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia).
João Magalhães: Brasília - Agentes da Polícia Federal e um delegado acabaram de deixar, às 13h55, o gabinete 211, do deputado João Magalhães (PMDB-MG), no anexo 4 da Câmara dos Deputados, levando vários documentos, um laptop e, aparentemente, um HD (disco rígido de computador). Eles foram ao gabinete do deputado, como conseqüência da Operação João de Barros. Há suspeita de que existem funcionários do gabinete envolvidos no desvio de recursos de obras do PAC, denúncia investigada pela Polícia Federal na operação.
Petrobrás: Empresários, funcionários e até policiais estavam envolvidos nas fraudes, que consistia em direcionar as licitações para um conjunto de empresas. Foram presas até agora 14 pessoas. Estima-se que apenas uma empresa envolvida no caso, a Angraporto, tenha recebido R$ 60 milhões desviados do caixa da estatal.
Provando que está presente em praticamente todos os setores do Estado e da iniciativa privada, os escândalos de corrupção atingem agora a Petrobras. A galinha dos ovos de ouro do governo está sendo investigada na chamada Operação Águas Profundas, da Polícia Federal e do Ministério Público, que averigua fraudes em licitações de manutenção de plataformas de petróleo da estatal.
Escândalo dos cartões corporativos
O escândalo dos cartões corporativos é uma crise política no governo do Brasil iniciada em 2008 após denúncias sobre gastos irregulares no uso de cartões corporativos. Os cartões foram instituídos em 2001 mas só entraram em funcionamento no ano seguinte para uma maior transparência e rapidez em gastos emergenciais. O problema do cartões corporativos é estrutural[1], pois o sistema que deveria ser usado para despesas pequenas e urgentes vem sendo usando para dispensar licitações e dar mimos aos governistas[2]. Dos 150 cartões corporativos, o Portal Transparência, site oficial do Governo Federal, só divulgou os dados de 68 cartões[3].
Denúncias
As primeiras denúncias levaram à demissão da Ministra da Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, do PT, que foi a pessoa que mais realizou gastos com o cartão em 2007[4]. Mesmo com a demissão de Matilde Ribeiro do governo, o PT decidiu não punir sua filiada pelo uso indevido dos cartões corporativos[5]. Orlando Silva, Ministro dos Esportes, optou por devolver aos cofres públicos mais de R$ 30 mil e desta forma pôde permanecer no cargo[6].
A denúncia que pode originar um pedido de abertura de CPI por parte da oposição é a utilização de um cartão corporativo pela filha do presidente Lula, Lurian Cordeiro Lula da Silva que gastou R$ 55 mil entre abril e dezembro de 2007[7].
Gastos
Um funcionário do Ministério das Comunicações chegou a usar o cartão corporativo para reformar uma mesa de sinuca[8].
José Dirceu, o deputado cassado do PT, além de estar sendo julgado por coordenar o Escândalo do Mensalão[9], também está sendo investigado por mau uso de cartão corporativo do Governo Federal[10].
Os cartões corporativos também foram usados para comprar presentes em camelô e até para pagar diárias no Copacabana Palace, passando também por compra de ursos de pelúcia[11].
O Tribunal de Contas da União apurou a emissão e apresentação de 27 notas frias em uma viagem do presidente Lula a um acampamento do Movimento dos Sem Terra no Mato Grosso do Sul. As notas frias foram pagas com cartões corporativos[12].
No começo de março descobriu-se que um cartão ligado à Casa Civil, comandada por Dilma Roussef foi utilizado para pagar bailarinas para um servidor da Casa[13].
Outro cartão foi usado na Feira do Paraguai de Brasília[14], famosa por vender produtos importados, na sua maioria contrabandeados ou falsificados. Funcionários da feira disseram que é normal servidores comprarem MP3 e MP4 para seus filhos e pedirem para registrar o produto na nota fiscal apenas como "material de consumo"[
Aos poucos iremos postar neste blog as falcatruas na política brasileira.
Aguarde!


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